Os servidores administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego poderão decidir pela Greve Nacional diante do desmonte que atinge o órgão e compromete a proteção social dos trabalhadores. A falta de uma carreira estruturada, a ausência de reposição de pessoal e a perda contínua de capacidade operacional colocam o atendimento à população em risco real. Sem ação imediata, mais de 291 Agências do Trabalho podem fechar nos próximos anos, deixando milhões de pessoas sem acesso a serviços essenciais.
Para enfrentar esse cenário, os servidores apresentaram ao Governo Federal uma proposta técnica que recupera a função pública do Ministério. O plano defende a criação de uma Política Nacional de Mediação de Conflitos Individuais do Trabalho, com atendimento público e gratuito, supervisão e acompanhamento das políticas e convênios executados nos estados e municípios e a criação de uma Carreira Finalística e de um Plano Especial de Cargos que contemple ativos, aposentados e pensionistas, aos servidores e servidoras do órgão.
A paralisação busca impedir o colapso do atendimento e evitar o desaparecimento progressivo do MTE, instituição histórica na defesa dos direitos trabalhistas. A greve representa a proteção do serviço público e da população que depende de um MTE forte, estruturado e capaz de cumprir seu papel.
Nós, servidores, seguimos abertos ao diálogo e esperamos que o Governo Federal responda às reivindicações de forma responsável, assegurando a continuidade e a modernização das políticas públicas de trabalho, emprego e renda no Brasil.
Na próxima quarta-feira, dia 10/12, será realizada uma assembleia essencial, que definirá o futuro da categoria.
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